ENSAIO FILOSÓFICO SOBRE A EXISTÊNCIA DE DEUS – PARTE 01

ENSAIO FILOSÓFICO SOBRE A EXISTÊNCIA DE DEUS

(EXCLUSIVO PARA ATEUS)


  

INTRODUÇÃO


  

      Muito se tem debatido nos meios acadêmicos, entre os intelectuais, nos círculos religiosos e até mesmo entre as pessoas de senso comum, sobre a “existência de Deus”. Porém, em nenhum desses grupos de pensadores houve provas convincentes da existência de Deus. Por quê? Simplesmente por falta de provas materiais ou causais. Muitos tomam a existência da natureza como produto ou resultado de uma causa. Ou seja, a natureza e, também, nós, seres humanos, somos o efeito de uma causa. E essa causa seria uma mente inteligente, que arquitetou todas as coisas existentes. Embora haja lógica em alguma forma de pensamento, sempre a dúvida permeia a mente humana – por sempre haver a falta de algo visível, algo palpável como prova.

 

 

OBJETIVO


  

      A idéia de escrever sobre este polêmico assunto já me incomodava há bastante tempo, visto que os ateus – principalmente os pertencentes ao grupo de homens cultos e inteligentes –, não se dão convencidos nem um pouco sobre a existência de Deus, apesar do número imenso de literatura que tratam sobre este assunto.

      Dentro do estudo apologético existem algumas linhas de argumentos que tentam dar sustentação à idéia da existência de Deus; mas, os cientistas céticos e outros intelectuais não acham suficientes tais linhas de pensamento. Logo, faz-se necessário usar meios mais convincentes ou mais rigorosos, pois, os que existem não surtem efeito, principalmente para os intelectuais.

      Mais na frente exponho três teses básicas de apologética, que defendem a crença na existência de Deus.

      ESTA DISCUSSÃO É VOLTADA MAIS PARA OS ATEUS. MAS, SE VOCÊ É UM CRENTE EM DEUS, O ADVIRTO DESDE AGORA, QUE USAREI A TEORIA DA EVOLUÇÃO PARA DEMONSTRAR A POSSIBILIDADE DA EXISTÊNCIA DE DEUS. PORTANTO, NÃO SE SINTA CHOCADO COM O QUE VOCÊ LERÁ NAS PRÓXIMAS PÁGINAS.

      Advirto, ainda, que tratarei deste assunto de forma pesada para o senso comum das pessoas, principalmente dos evangélicos ou cristãos que, de forma geral, têm uma crença inequívoca em Deus, ou seja, que já têm opinião formada sobre este assunto.

       Sei que o cristão, por mais intelectual que seja, por mais estudado que seja, não deve cogitar sobre este assunto além do que está revelado nas Escrituras Sagradas, ou seja, na Bíblia. Porém, eu não posso ficar parado, apenas esperando o resultado do que homens formados (teólogos, doutores, mestres) têm escrito, expondo as razões da existência de Deus.

      Reconheço, também, que os teólogos das igrejas dos Mórmons e das Testemunhas de Jeová atribuem uma origem humana para Deus. Mas as minhas ponderações sobre a origem e existência de Deus são bem diferentes das demais.

      Além do mais, está sendo lançada, numa Universidade da Europa, a campanha mundial – via Internet – contra todas as religiões e contra a idéia da existência de Deus. Sei que esse fato já estava previsto na Bíblia que iria ocorrer no final dos tempos. Mas, pelo menos, quem sabe se escrevendo algo a mais, possa salvar muitas pessoas que estão confusas sobre se Deus existe ou não?! A tal campanha mundial contra a fé está sendo liderada pelo cientista britânico, Richard Dawkins, que é biólogo, evolucionista, ateu e professor da Universidade de Oxford. Vide foto.

Para Richard Dawkins, o criacionismo está formando uma geração fundamentalista de cristãos alienados; para ele, o século XXI deveria ser conhecido como a era da razão, “mas a fé militante irracional voltou a marchar rumo à alienação”.

(Leia a reportagem sobre o crescimento do ateísmo no mundo, que está contida numa pasta no CD).

 

                     Richard Dawkins

 

      Se ele está lançando uma guerra de informação contra a fé em Deus, então temos que contra-atacar, mas com informação certa e convincente. Acredito que todas as orações, juntas, de todos os cristãos do mundo, não serão suficientes para derrubar tamanha guerra de informação divulgada pela Internet. E essa certeza não tiro de mim mesmo, mas, da própria Bíblia, que já previu todas as investidas de Satanás contra a crença  em Deus (II Tes. 2:3-4; Dan. 7:24-25; Apoc. 13:6-7; I Tim. 4.1).

      Enquanto homens sábios e instruídos, como Richard Dawkins, ficam negando a existência de Deus, outros cientistas renomados e respeitados no mundo científico deixaram de ser ateus e se converteram ao cristianismo. Um exemplo claro é o do cientista FRANCIS S. COLLINS, Diretor do Projeto Genoma Humano, que após décadas de pesquisas para decifrar o código genético humano, chegou à conclusão de que existe um “designe inteligente” do DNA, e que isso não poderia existir ao acaso. Daí a sua conclusão a favor do criacionismo de Deus. Tornou-se cristão e em 2006 escreveu o livro intitulado “A LINGUAGEM DE DEUS – Um cientista apresenta as evidências de que Ele existe”. Este livro já foi traduzido para o português e pode ser adquirido na Editora Gente.

      Este é um estudo resumido, por isso, não citarei muitas referências bíblicas e citações extrabíblicas. Farei o possível para que o leitor não duvide das afirmações e conjecturas.

     

 

FATOS HISTÓRICOS

 

 

      Desde os tempos mais remotos, sabe-se que todos os povos, tribos e nações da Terra mantinham a crença em alguma divindade, fosse ela boa ou má. Porém, a partir da Idade Média, com a evolução da Astronomia e a invenção do telescópio, as coisas começaram a ser vistas de forma diferente.

      Ptolomeu, astrônomo e geógrafo grego, que viveu antes de Cristo, foi um dos últimos grandes cientistas da Grécia antiga; foi autor dos estudos de astronomia mais importantes produzidos antes de Copérnico e Galileu. Entre outras coisas, afirmava que a Terra era o centro do Universo. O sistema ptolomaico, em que a Terra aparece como o centro, foi adotado pela Igreja Católica durante toda a Idade Média, até ser derrubada pelas teorias de Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, em 1632 d.C.

      Porém, o ateísmo começou com maior força depois que o cientista Galileu Galilei apresentou, em 1632 d.C., na obra Diálogo Sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo, a Teoria Heliocêntrica de Copérnico. Suas teorias sobre a composição do Sistema Solar e o movimento dos astros celestes foram totalmente rejeitadas pela Igreja Católica, e mais tarde, em 1633, foi processado pela Inquisição por sustentar heresias, sendo obrigado a renegar suas idéias. Tal teoria afirmava que a Terra não era o centro do Universo – e, sim, o Sol –, contrariando a teoria aristotélica e ptolomaica, sustentada pela Igreja dominante naquele período. A partir desse período da História, alastrou-se o ateísmo no meio acadêmico e entre os intelectuais do povo.

      E a situação ficou bem pior depois que Charles Darwin fundamentou ou criou a Teoria da Evolução das Espécies, em 1859. Nessa teoria, publicada em 1859 no livro A Origem das Espécies, Darwin defende a tese de que o meio ambiente seleciona os seres mais aptos e elimina os menos dotados. Mais tarde provoca ainda outra polêmica com a Igreja Católica ao lançar a obra “A Descendência do Homem”, em que expõe a idéia de que o ser humano descende do macaco.

      Até mesmo na época em que Jesus Cristo esteve na Palestina, há cerca de 2 mil anos, já existia uma seita de rabinos judeus, denominada de “Saduceus”. Esse grupo de sábios do Judaísmo negava a existência do Inferno, dos demônios, dos anjos e até de Satanás; não acreditavam na ressurreição dos mortos e nem no Juízo Final, mas acreditavam em Deus. Já a outra seita, a dos “Fariseus”, acreditava em todas essas coisas do “além”.

 

 

O HOMEM ACHA-SE AUTO-SUFICIENTE

E PENSA QUE NÃO PRECISA DE DEUS

 

 

      Volvendo, agora, o nosso olhar para o momento atual, observamos que o conhecimento humano e científico cresce a cada dia, alienando cada vez mais o homem do seu Criador.

      Para que se prove a existência de Deus, os céticos ou agnósticos apelam para que seja feita a demonstração de algo extraordinário, mas lógico e palpável, e não algo sobrenatural, que esteja além da razão. Para eles, não basta um sinal vindo da parte de Deus, um milagre, um fenômeno que ocorra repentinamente, no instante em que alguém invoque a intervenção do Criador. Quando há registros de fenômenos paranormais ou metafísicos, procuram sempre dar uma explicação dentro do campo físico, lógico, e nunca como fenômenos extrafísicos ou transcendentais. Em outros casos, atribuem tais fatos sobrenaturais a fenômenos puramente psíquicos, como geralmente acreditam os estudantes da paranormalidade. Um dos famosos doutores da paranormalidade é o padre Quevedo, da Igreja Católica, que diz não acreditar em possessão demoníaca. Mas, isso é porque ele não fez uma iniciação real nos mistérios ocultos do antigo Egito e em mistérios ocultos de outros povos, senão ele saberia o que é ser possuído pelo demônio. Engraçado que ele sabe que o Vaticano possui especialistas em exorcismo de demônios, mas ele não acredita nessas manifestações demoníacas comuns. E é aí que ele se engana.

 

“Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos”.

(I Cor. 1:22-23).

 

No Livro da Sabedoria (13:1-9) diz que São naturalmente insensatos todos os homens que ignoram a Deus e que, através dos bens visíveis, não chegam a reconhecer Aquele que existe. Consideram as obras, mas não reconhecem o seu Artífice. E acabam considerando, como deuses e governadores do mundo, o fogo, ou o vento, ou a brisa fugaz, ou o firmamento estrelado, ou a água impetuosa, ou ainda os luzeiros do céu. Se ficam fascinados com a beleza dessas coisas, a ponto de tomá-las como deuses, reconheçam o quanto está acima delas o Senhor, pois foi o autor da beleza quem as criou. Se ficam maravilhados com o poder e atividade dessas coisas, pensem então quanto mais poderoso é Aquele que as formou. Sim, porque a grandeza e a beleza das criaturas fazem, por comparação, contemplar o Autor delas. Esses, porém, merecem repreensão menor, porque talvez se tenham extraviado procurando a Deus e querendo encontrá-lo. Vivendo no meio das obras dele, procuram pesquisá-las, e a aparência delas os fascina, tanta é a beleza do que se vê. Contudo, mesmo esses não têm desculpa, porque, se foram capazes de conhecer tanto, a ponto de pesquisar o universo, como não encontraram mais depressa o Senhor do universo”? (Extraído da Bíblia Católica).

 

      Então, como existe essa dificuldade ou teimosia do homem acreditar em Deus só por contemplar essa natureza perfeita que Ele criou, e também a dificuldade de se provar a existência de Deus com algo perceptível, palpável, é necessário falar mais profundamente de algo que seja mais convincente, mesmo baseando-se apenas na capacidade intuitiva e, algumas vezes, no conhecimento científico humano. Mas os comentários não serão repetitivos; serão totalmente diferentes dos tradicionais.

 

“Mas o homem vão só adquirirá entendimento, quando a cria do asno montês nascer homem” ( Jó 11.12).

 

 

O MAL IMPREVISÍVEL CAUSADO À HUMANIDADE

PELO MARXISMO E DARWINISMO

 

 

      O que todos os estudantes da Teoria da Evolução deviam saber é que a crença numa eventual evolução dos seres vivos é apoiada na fé. Por quê? Porque assim como o ensino do criacionismo de Deus é baseado na fé – porém com maiores chances de se provar os fatos –, também o ensino do evolucionismo se baseia na fé. Pois, a Teoria da Evolução é apenas “teoria”, não é fato científico. A crença na evolução exige tanta fé quanto o criacionismo. Atualmente, a teoria da evolução de Charles Darwin está cada vez mais caindo em descrédito; quanto mais o conhecimento científico cresce, mais complicado fica para a Ciência andar ao lado do pensamento evolucionista.

      Pode até ter evoluído alguma forma de vida na Terra através de mutações, sem a interferência ou mão poderosa de Deus; porém, a raça humana não é fruto do acaso e nem de sucessivas mutações na cadeia evolutiva. O homem é diferente de todos os demais animais; existem várias raças de seres humanos em todo o Planeta, mas nenhuma dessas raças pode ser considerada raça de “hominídeos”, ou seja, raça de seres humanos semi-racionais. Todas as raças de humanos possuem o cérebro com o mesmo potencial. Até mesmo os indivíduos dos grupos indígenas das Américas e pigmeus da África, que vivem totalmente afastados da civilização, têm os seus cérebros com o mesmo potencial dos indivíduos da raça ariana dos países europeus. Se essas raças ou grupos de povos surgiram através de uma evolução, então pelo menos um desses grupos seria composto de indivíduos portadores de  algum retardamento mental, e seriam considerados semi-racionais, ou semiconscientes. Algumas “pesquisas” (não-oficiais, é claro) afirmam que o elefante, o golfinho e o papagaio estão perto de se tornarem seres racionais, conscientes. Você conhece outro animal? O que temos certeza é que o cérebro dos jovens e adolescentes dessa atual geração, ao invés de evoluir, está, sim, regredindo e se deteriorando.

      Segundo estudos sérios feitos por renomados teólogos e doutores, estudiosos da teoria do criacionismo, é mínima a possibilidade de ter surgido alguma forma de vida ao acaso, por uma eventual evolução.

      Infelizmente, este mundo é comandado por Satã e os grandes cientistas céticos – que reconhecem a farsa da teoria da evolução –  são orientados a não se curvar diante do que a Bíblia ensina, e fazem com que governos do mundo inteiro continuem adotando essa falsa teoria nos livros escolares. Diversos cientistas criacionistas, doutores formados em todas as áreas do conhecimento humano (igualmente como os cientistas evolucionistas) têm provado a farsa e a inconsistência da teoria de Charles Darwin, mas suas pesquisas têm sido impedidas de serem publicadas em revistas científicas de renome. E sabemos o por quê… Tenho lido vários livros de cientistas cristãos, doutores, ganhadores de Prêmio Nobel, que explicam detalhadamente toda a farsa da teoria da evolução. Infelizmente, poucos estudantes têm acesso a esses livros.

      Os cientistas evolucionistas fazem de tudo para impedir que sejam publicadas as provas contra a teoria da evolução porque eles sabem que se a opinião pública tomar ciência desses fatos, a única alternativa será acreditar no que diz a Bíblia, de que Deus é o criador de todas as coisas. Essa barreira voltada contra os criacionistas pode ser cognominada de “Santa Inquisição dos Ateístas”, uma idéia antagônica ao que fez a Igreja Católica contra os cientistas (hereges) que contrariavam seus dogmas.

      Apenas quatro leis da Física são suficientes para derrubar a teoria da evolução de Charles Darwin. São elas: Lei da Biogênese, Primeira Lei da Termodinâmica, Segunda Lei da Termodinâmica e a Lei da Causa e Efeito.

      Em resumo, a Lei da Biogênese diz que matéria inanimada e inorgânica não pode produzir vida, nem o inorgânico produzir o orgânico. Em outras palavras, um ser vivo só pode ser gerado por outro ser vivo. Sem muitos comentários, concluímos que a própria Ciência depõe contra o postulado evolucionista. Verificamos, também, que a Lei da Biogênese apóia a teoria do criacionismo de Deus.

      A primeira Lei da Termodinâmica, ou Lei da Conservação de Energia, diz que a energia não pode ser criada nem destruída, e que a quantidade total de energia no Universo é sempre a mesma, podendo ser transformada em formas diferentes. Vemos que esta Lei se opõe à teoria da evolução, que diz que a energia está em expansão, em evolução. Portanto, não pode em hipótese alguma haver evolução, porque a quantidade total de energia é sempre a mesma. Verificamos, também, que a primeira Lei da Termodinâmica não se opõe ao ensino bíblico, que diz que Deus criou todas as coisas completas e acabadas; Ele formou também a quantidade suficiente, completa e perfeita de energia.

      A segunda Lei da Termodinâmica postula que o Universo caminha de níveis organizados para níveis cada vez mais desorganizados, ou seja, postula que toda a natureza está em descendência, entrando num estado de entropia. Isso contradiz o postulado evolucionista que diz que o Universo caminha de níveis desorganizados para níveis cada vez mais organizados. Quanto ao criacionismo, a segunda Lei o favorece, pois a Bíblia diz que Deus criou todas as coisas completas, acabadas e perfeitas. Deus criou tudo perfeito, mas quando o pecado entrou no mundo toda a natureza, o sistema de coisas animadas e inanimadas têm caminhado para um nível cada vez mais desorganizado. A entropia é um estado em que a matéria passa a perder energia ou calor e resfria-se, e ela sempre tende a aumentar ou manter-se inalterada. Processos nos quais a entropia diminui são impossíveis de ocorrer  e, quanto maior é a entropia, menores são as chances de se obter energia. Quando a matéria chega a um certo grau de entropia, todo o sistema de coisas onde ela está envolvida pára, entra em colapso ou se destrói. Nas palavras de Leslie Paul: “Ninguém sabe em que momento – embora o tempo seja suficientemente breve de acordo  com os relógios astronômicos – o planeta solitário vai esfriar, toda a vida morrerá, todas as mentes cessarão, e tudo será como se nunca tivesse acontecido. Esse, para ser sincero, é o alvo em direção ao qual a evolução está viajando, o fim benevolente da vida violenta e da morte violenta… A vida não passa de um fósforo aceso no escuro e novamente apagado. O resultado final… é privá-la completamente de significado”.

      A Lei da Causa e Efeito diz que nenhum efeito é quantitativamente maior nem qualitativamente melhor que a causa. Pelo pensamento criacionista percebe-se que a causa é Deus, o criador de todas as coisas; a natureza, os seres vivos e nós, seres humanos, somos o efeito. Logo, o efeito sempre tem que ser menor que a causa.  Essa lei contradiz o postulado evolucionista, que diz que a matéria inanimada é igual à causa. Torna-se inconsistente afirmar que as primeiras formas de seres vivos unicelulares, de organismos menos complexos, passaram por sucessivas evoluções, até se tornarem seres pluricelulares, de organismos cada vez mais complexos. Portanto, conclui-se que a matéria inanimada não foi a primeira causa que originou a natureza e os seres vivos.

      O pensamento marxista (do ateu Karl Marx) é totalmente baseado nas idéias evolucionistas. Lemos no famoso livro “Manifesto Humanista II” o seguinte:

 

“Não encontramos evidência suficiente para a crença no sobrenatural; ele é inexpressivo ou irrelevante à questão da sobrevivência e realização da raça humana. Na qualidade de não-teístas começamos com os seres humanos, e não com Deus, com a natureza e não com a divindade… Não conseguimos descobrir propósito ou providência divinos para a espécie humana… Nenhuma divindade irá salvar-nos; temos de salvar a nós mesmos… As promessas de salvação imortal ou medo da condenação eterna são tanto ilusórias quanto prejudiciais… Pelo contrário, a ciência afirma que a espécie humana emergiu de forças evolucionistas naturais… Não existe evidência verossímil de que a vida sobreviva à morte do corpo… Afirmamos que os valores morais têm como fonte a experiência humana. A ética é autônoma e situacionista, não necessitando de sanção teológica ou ideológica”.

     

      Com o exposto, acima, percebemos por que os ateus, seguidores do marxismo, são tão ignorantes e frágeis nas opiniões que sustentam, pois se baseiam em “teorias” e não em fatos científicos.

      Quanto à questão de afirmar que os valores morais ou a lei moral é fruto das experiências humanas, os ateístas estão simplesmente se firmando no pensamento humanista, de que o homem é auto-suficiente em todos os aspectos. Porém, será que olhando para o passado da humanidade eles não conseguem tirar conclusões sólidas de que as leis morais e éticas do homem são falhas, são fatídicas?

      John Ankerberg afirmou: “A Alemanha nazista foi hedionda e o comunismo foi responsável pela morte de aproximadamente 25 vezes mais pessoas que as sacrificadas por Hitler”.

      O geólogo Sedgwick, conhecido de Darwin, afirmou que se os ensinos da teoria evolucionista tivessem larga aceitação, a humanidade “iria ser prejudicada a ponto de brutalizar-se e fazer a raça humana mergulhar num grau maior de degradação do que qualquer outro em que tivesse caído, desde que os registros nos contam a sua história”.

 

      Até mesmo um dos maiores evolucionistas da nossa época, o antropólogo Sir Arthur Keith, escreveu em seu livro “Evolução e Ética” que a ética ensinada pelo cristianismo e a da evolução não são compatíveis. Segundo ele, “o ensinamento cristão está… em oposição direta à lei da evolução”  e, “a ética cristã não se harmoniza com a natureza humana e é secretamente antagônica ao esquema de evolução e ética da natureza”. Qual é a conclusão que tiramos dessa comparação? A conclusão é que a ética cristã é superior à ética da natureza ou da experiência humana.

 

      Conforme diz John Ankerberg no seu livro, Keith também compreendeu que, se seguirmos a ética evolucionista até a sua conclusão estrita e lógica, devemos “abandonar a esperança de alcançar um dia um sistema universal de ética” porque, “como acabamos de ver, os caminhos da evolução nacional, tanto no passado como no presente, são cruéis, brutais, implacáveis, impiedosos”.

 

      Para John Ankerberg, a filosofia de Marx, como a de Hitler, refletia a brutalidade da natureza. Ele se referia ao “desarmamento da burguesia… terror revolucionário… e criação de um exército revolucionário…” Além disso, o governo revolucionário não teria “nem tempo nem oportunidade para a compaixão e o remorso. Seu intento era atemorizar os oponentes até a sua submissão. Ele deve desarmar o antagonismo mediante execução, prisão, trabalho forçado, controle da imprensa…”

 

 

A QUESTÃO DA FILOSOFIA

 

      Primeiramente vamos dar uma idéia do que seja Filosofia.

      Então, o que é a Filosofia?

      Segundo o dicionário, Filosofia é o estudo geral sobre a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, o sentido, os fatos e princípios gerais da existência, bem como a conduta e destino do homem.

      Em outro sentindo, a Filosofia é a arte de pensar com racionalidade (usando a razão) e inteligência, embora em alguns pontos não haja prova daquilo que se demonstra ser ou existir. O pensamento humano abrange os campos material ou físico, o espiritual, metafísico ou transcendente, o racional ou da racionalidade das ações humanas (justiça, ética, respeito, liberdade), das instituições humanas (governo, religião), e o imaginário ou fictício.

      Os argumentos filosóficos podem ser metódicos. Porém, a forma dos meus argumentos não obedecerá a rígidos critérios, mas haverá início, meio e fim.

      Embora não tenha formação acadêmica em Filosofia, vou entrar nesse debate usando a própria capacidade intuitiva do ser humano. Minha academia de estudos filosóficos é a vida debruçada sobre livros. Mas, sempre terei em mente a coerência na discussão dos pormenores, para que não chegue a uma conclusão absurda. Não posso mais esperar. Tenho pressa!

 

 

CIÊNCIA E RELIGIÃO

 

      Já se tem discutido muito sobre esta questão. E a conclusão por parte da maioria é que a Ciência complementa os estudos da religião e vice-versa. Muitos fatos da História Geral e dos estudos antropológicos têm sido instigados pelas coisas que estão escritas na Bíblia. Se as Sagradas Escrituras não existissem, o homem não estaria preocupado em provar isso ou aquilo. A Bíblia contém todas as ciências humanas, porém, deve haver interpretação criteriosa dos sábios, porque ela, sozinha, às vezes não dá respostas claras sobre questões básicas das coisas existentes. Torna-se necessário recorrermos, muitas vezes, ao estudo investigativo da Ciência. Uma trabalha com fatos observados e comprovados através da ótica da “razão”; a outra, crê  e analisa os fatos através da perspectiva da “fé” ou da transcendentalidade. Mas, ambas podem se complementar, perfeitamente.

 

 

OS PROBLEMAS DO MUNDO SÃO ORIUNDOS

DOS CONFLITOS ENTRE AS RELIGIÕES?

 

      Os jornalistas e críticos ateus quando vêm na TV os noticiários sobre a situação crítica de guerras e atentados terroristas por que passam os países do Oriente Médio, culpam logo as religiões como fator principal por estarem ocorrendo tais conflitos. Porém, lá é um caso; aqui no Brasil e na América Latina é diferente. Se eles fizessem um estudo bem acurado sobre o papel do Cristianismo verdadeiro (principalmente o grupo dos Evangélicos), constatarão que essa religião tem desempenhado um papel fundamental no estabelecimento da paz, da ordem e da moralidade em todos esses países latinos. A Igreja de Cristo tem lutado contra todas as formas de crime contra a vida humana e defendido a instituição divina da família, como base sólida para a constituição da sociedade.

      Aqui no Brasil podemos constatar que o trabalho dos evangélicos nas favelas das principais cidades do País tem ajudado milhões de pessoas, principalmente jovens, a largar o mundo das drogas, da criminalidade e da prostituição.

      A Bíblia nos adverte que Satanás só não domina e corrompe totalmente os setores da sociedade e as instituições estabelecidas porque há um que o detém. E quando este for retirado, o caos imperará em todos os setores da sociedade.

      E esse agente que detém Satanás é a Igreja de Cristo na Terra, juntamente com a força do Espírito Santo, que resiste a toda força do mal (II Tessalonicense 2:6-7).

      A Igreja de Cristo é o sal da Terra e a luz do mundo. Quando ela for tirada, este mundo apodrecerá e entrará em densas trevas (Mateus 5:13-16).

      Pelo menos a religião de Cristo e seu Evangelho, se seguidos corretamente, jamais serão prejudiciais a quem quer que seja e jamais serão motivos de discórdia entre povos, pois o próprio Evangelho ensina a prática do amor ao próximo e instrui o homem a um viver honesto, santo e agradável a Deus, separado das corrupções deste mundo.

      Até líderes religiosos famosos testemunharam a favor do Evangelho de Cristo, tal como o hinduísta Mahatma Gandhi. Quando os missionários católicos queriam convertê-lo ao cristianismo, respondeu: “Aceito o Cristo e seu Evangelho, mas não aceito o vosso cristianismo”. Outro pensador e escritor hindu, Rhadakrisnan, diz no seu livro “Religiões Orientais e Filosofia Ocidental” que o cristianismo do Cristo é essencialmente uma experiência mística individual, que se manifesta em vivência ética social.

      Como podem justificar (aqueles que acham que ninguém precisa de Deus) o mau comportamento e a falta de ética das pessoas que não tem nenhum temor a Deus?

      Quanto mais as pessoas melhoram o seu status social, quanto mais detêm riqueza e poder, mais se distanciam de Deus, tornam-se ateus, porque acham que não dependem mais da ajuda de Deus. E é isso o que uma sociedade sem Deus está produzindo: jovens viciados em drogas, praticantes da prostituição em idade precoce, anarquistas de toda espécie, pichadores e depredadores do patrimônio público e alheio, filhos rebeldes e desobedientes aos pais e professores. A falta de uma crença e temor em um Deus tem se refletido, também, na classe política, onde vemos homens com desvio de conduta, homens e mulheres corruptas, sem ter nenhum constrangimento ou peso na consciência, porque eles acham que não há o que temer, pois não há Deus que possa fazer justiça aos oprimidos; a pirataria e o desrespeito ao trabalho alheio são uma das conseqüências da falta de temor a Deus.

      A iniqüidade tem aumentado dia após dia no mundo pela falta de crença e temor a Deus e já não se pode negar que essa é a causa da falta de amor entre as pessoas. Não somente em países subdesenvolvidos, mas em países do primeiro mundo, onde dizem ter um sistema educacional caro e avançado, a sociedade tem produzido os jovens mais confusos, ignorantes e violentos que já existiram.

      Para ter uma prova real da importância da prática do verdadeiro cristianismo, você pode fazer uma pesquisa pessoal nos hospitais, prontos-socorros e nas delegacias nos finais de semana para constatar o percentual de religiosidade das pessoas que praticam crimes de toda espécie, delitos, assassinatos, espancamentos, etc, por causa do consumo de bebidas alcoólicas, de drogas, etc. Faça essa pesquisa; pergunte de qual religião ou seita aquela pessoa é praticante. Você verá que menos de 1% das pessoas que praticaram algum tipo de crime são evangélicos; a maioria das pessoas que praticam crimes, assassinatos, brigas, discórdias, roubos, espancamentos, ofensas, etc, são ateus e pertencentes à religião predominante.

 

 

 

A PIRÂMIDE DA CORRUPÇÃO HUMANA INVERTIDA

 

      Numa sociedade cada vez mais distante de Deus, que menospreza os princípios morais e éticos estabelecidos na Lei de Deus e no Evangelho de Cristo, o Nível de Corrupção Tende a Aumentar de forma acentuada. A Sagrada Escritura é verdadeira a tal ponto, que nas suas páginas contém  profecias perfeitas, ditadas há milhares de anos, descrevendo o comportamento exato das sociedades humanas no final dos tempos:

a)     sociedades caminhando para um nível de coisas cada vez mais corrupto e desorganizado;

b)     o mundo mergulhando cada vez mais na iniqüidade, desvirtuando e denegrindo os valores morais da Igreja e da Família;

c)      o alienamento de Deus, formando cada vez mais uma geração de pessoas egoístas, libertinas, profanas, consumistas e materialistas.

d)     o aumento do egoísmo das pessoas, levando a extinguir o sentimento de amor e solidariedade pelo seu semelhante.

      Será que é tão difícil reconhecer que a falta de crença e temor a Deus é o motivo pelo qual o mundo está caminhando a passos largos para o caos? Que esta é a causa do mundo estar caminhando para um nível mais elevado de corrupção, iniqüidade, degradação moral e desordem social?  Será que foi em vão o aviso de Cristo, quando previu o nível de corrupção da atual geração como a daquela que pereceu no dilúvio, por causa de tanta iniqüidade? Mateus 24:37-39; Lucas 17:26:30; I Ped. 3:20.

 

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Sobre Miquels7

Músico, educador, pensador, blogueiro irado. Quer saber mais? Então leia os meus artigos.
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